3ª edição do Acorde Maior, o projeto de responsabilidade social do Village Underground Lisboa

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Projeto inovador da área da responsabilidade social dá origem a ensemble performativo

Está tudo a postos para a 3ª edição do Acorde Maior, o projeto de responsabilidade social do Village Underground Lisboa, que conta com o apoio da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) ao qual se juntam outros dois parceiros de peso, nesta edição de Natal,  a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a StartInnovation Team.

Em dezembro e ao longo de cinco dias, 30 jovens com idades entre os 8 e os 18 anos, vão voltar a dar corpo e voz ao Acorde Maior, um projeto no qual aprendem a expressar-se através do ritmo, da dança, da música e da voz. Esta será a terceira vez este ano que os 30 jovens se juntam, depois das duas edições anteriores do Acorde Maior que se realizaram em abril e junho. Agora, vão contar também com a participação de 5 novos elementos, 5 elementos da Orquestra Geração, uma outra iniciativa que existe desde 2007 e que conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, para combater o insucesso e abandono escolar através do ensino da música.

Assim, entre 17 e 21 de dezembro, um grupo de crianças e jovens das Aldeias SOS, dos bairros do Zambujal, da Cova da Moura, das escolas da freguesia de Alcântara e da Orquestra Geração dará novamente vida a este projeto, definido por Mariana Duarte Silva, cofundadora e diretora do Village Underground Lisboa, como “um ensemble performativo que tem como base de criação a música ao explorar cruzamentos disciplinares de composição colaborativa, numa atmosfera de inclusão, abertura e experimentação”, remata. “De referir, que estas crianças, estes jovens, não se conheciam e que em situações normais da sua vida não têm acesso a este tipo de aprendizagem através da música, nem contacto com professores e artistas com qualidade e know-how. É uma iniciativa a pensar na educação pela arte, na descoberta de talentos e em proporcionar alternativas aos jovens. De preferência, por muitos mais e bons anos”.

Sendo o Village Underground Lisboa um centro cultural onde reside uma comunidade criativa com fortes ligações à música, sempre fez parte do plano a criação de um projeto de intervenção de serviço educativo para e na comunidade. A esta vontade do VU juntou-se José Crespo Martins, produtor de projetos comunitários e artísticos do Barbican Center e da Guildhall School of Music and Drama, em Londres e uma equipa responsável pela direção musical e artística, formada por três músicos, compositores e facilitadores de projetos criativos e comunitários, Joana Machado Araújo, Duarte Cardoso e Teresa Campos.

Sendo um projeto continuado, e, portanto, em constante evolução, as necessidades pedagógicas e artísticas vão-se alterando de edição para edição. Neste sentido, e mantendo sempre uma ligação com a equipa artística original, vão sendo convidados outros artistas cuja colaboração seja pertinente na resposta a essas necessidades, como Artur Carvalho (percussionista e mentor do projeto Tum Tum Tum / PARTIS Gulbenkian) e Inês Campos (artista pluridisciplinar convidada para a 3ª edição). Cada projeto conta também com intervenção de profissionais residentes do VU Lisboa – como Pedro Coquenão (Batida), Vera Machaz (OFFicina), Manuela Paulo (dança e representação) e com uma equipa de vídeo e fotografia que acompanha e reporta (diariamente) todo o processo criativo, a Flawless Dreams. Estes residentes do VU Lisboa, desafiam e promovem o contacto com realidades artísticas abrangentes e flexíveis.

O final desta semana pedagógica e comunitária culmina com uma performance artística aberta ao público na sexta-feira dia 21 de Dezembro às 18 horas na Casa do Impacto, Travessa de São Pedro, 8 mesmo em frente ao Miradouro de São Pedro de Alcântara.