Tem espírito empreendedor? Saiba tudo o que precisa para financiar um projeto

 

Tem interesse em materializar um projeto de raiz? Neste artigo, o ComparaJá.pt, antigo embrião da Startup Lisboa e que é uma plataforma de simulação gratuita de produtos financeiros refere características, vantagens e desvantagens de algumas soluções financeiras que ajudam a começar um negócio. Vamos conhecê-las…

 

Essencialmente a partir da década de 90, a liberalização do sistema financeiro e descida das taxas de juro - que proporcionaram um maior acesso ao crédito por particulares - fez com que houvesse em Portugal um aumento das solicitações e da variedade da oferta a nível de financiamento, o que ajudou ao crescimento da economia e aumento da qualidade de vida.

Nos dias de hoje, apesar de o acesso a financiamento ser mais controlado, não faltam empreendedores, inspirados pelas inúmeras startups bem-sucedidas, que pretendem angariar capital suficiente para colocarem o seu projeto a “andar”. Os seus empreendedores fictícios, a “Sara” e o “Joaquim”, foram conhecer qual ais melhores soluções.

 

Microcréditos e fundos estatais: Portugal 2020 é boa oportunidade

Estamos, inegavelmente, na era das startups, o que faz com que abrir o próprio negócio seja algo cada vez mais trendy. No entanto, é natural (e aconselhável) que se queira ter todas as informações possíveis sobre as soluções que existem no mercado para dar aquele “empurrãozinho” necessário na fase inicial de uma empresa embrionária.

O Joaquim, jovem empresário que cria gado bovino no Ribatejo, quer começar a vender o produto para fora do país, alegando que cria produtos lácteos e carne de grande qualidade. Sabendo de antemão que o programa Portugal 2020, que possui como principais pilares a competitividade e internacionalização, pode constituir uma boa opção, pondera em concorrer.

Para tal, o Joaquim tem de ter a situação fiscal singular e coletiva regularizada, submeter a candidatura no Balcão 2020 e aguardar pela decisão, que pode demorar mais de dois meses a sair. Se for positiva, o financiamento é atribuído consoante o desempenho da empresa, tendo de justificar investimentos e mostrar resultados.

Por seu turno, desempregados de longa duração (segundo a OCDE, representam mais de metade dos portugueses sem emprego) com projetos viáveis e sustentáveis e que, por motivos óbvios, não consigam ter acesso a crédito (como é o caso da Sara, que tem o sonho de materializar uma loja de roupa confecionada artesanalmente para bebés) podem candidatar-se a um microcrédito com apoio do Estado.

Existem programas – como o SOU MAIS ou o microcrédito da Associação Nacional de Direito ao Crédito – que dão acesso até 20.000 euros a quem for maior de idade e sem registos negativos no Banco de Portugal.

Existem bancos que disponibilizam microcrédito para pequenas empresas, que pode estar ou não dentro âmbito do Programa Nacional de Microcrédito. Assim, se a Sara enveredar por esta solução, pode ter auxílio por parte da instituição financeira na preparação e implementação da loja, que depois se transforma em acompanhamento ao nível da gestão.

 

Crédito pessoal é alternativa a ter em conta

Imagine agora que o Joaquim optava por avançar com a exportação com um crédito pessoal, ajudando (e muito) o curto e médio prazos e permitindo ao Joaquim pedir emprestado uma quantia específica e pagá-la através de mensalidades fixas durante um determinado período de tempo.

Veja aqui os créditos com melhores taxas de juro em Portugal para começar uma empresa.

Deste modo, o Joaquim, para ter dinheiro suficiente para começar a exportar os produtos alimentares, só teria de pagar as mensalidades relativas ao contrato assinado – tendo em conta taxas de juro, comissões iniciais, seguros, montante total imputado ao consumidor e prazo de pagamento.

 

As pequenas e médias empresas (PME) portuguesas podem ainda recorrer ao factoring, uma solução disponível para instituições com dificuldades de gestão financeira, que consiste na conversão de créditos comerciais de curto prazo resultantes do fornecimento de bens ou serviços em liquidez imediata.

 

Venture capital e business angels

A Sara também ponderou apresentar o projeto a uma venture capital, ou seja, uma empresa de capital de risco, ou um business angel, investidores privados que investem dinheiro próprio em ideias válidas. No entanto, após o ter feito, percebeu que ambas as soluções implicariam a multiplicação de lojas para o resto do país, algo que não desejava, pelo menos no imediato.

Entre as duas soluções, as diferenças mais acentuadas são, normalmente, a proximidade, participação na empresa e os financiamentos. Neste caso, o business angel, como contrapartida ao investimento na loja, pretendeu ser sócio ativo da empresa, disponibilizando não apenas capital, mas também tempo, a rede de contactos, o conhecimento e experiência na gestão.

Por outro lado, na apresentação do projeto na sociedade de capital de risco, a Sara percebeu que o acompanhamento seria mais técnico e distanciado, mesmo não havendo intenção por parte da venture de possuir a maioria de participação na empresa.

 

Crowdfunding: clique a clique…

A ganhar cada vez mais expressão e adeptos em Portugal está o crowdfunding, muito devido à variedade de projetos concorrem, podendo ir da cultura ao ramo empresarial, passando por iniciativas sociais, entre outros.

O sistema consiste num financiamento colaborativo simples, no qual qualquer pessoa pode investir (anonimamente ou não), online, num projeto à escolha em que tenha interesse ou porque acredita que é importante.

A falta de financiamento e a situação económica adversa dos últimos anos levaram a que muitos empreendedores recorressem a esta solução. Um deles foi o Joaquim, dono do gado no Ribatejo.

Para angariar fundos para apresentar os produtos em feiras e exposições gastronómicas, só teve de apresentar o projeto numa plataforma online, propondo-se a determinadas metas, pedindo o financiamento mínimo que precisa durante um certo período de angariação.

Se atingir os resultados pretendidos, recebe o dinheiro para se por na estrada. Por outro lado, caso não atinja, os fundos vão de volta para quem investiu no projeto.

 

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Este artigo é da autoria da equipa do ComparaJá.pt, startup portuguesa de simulação e agregação de produtos financeiros.