Não são poucos os casos em que jovens empreendedores precisam de refinanciar um crédito que fizeram para “dar um empurrãozinho” à sua startup a crescer. No entanto, é importante saber que o refinanciamento constitui uma renovação de uma dívida existente sem que esteja integralmente paga.

Refinanciar um crédito com destino ao empreendedorismo significa, deste modo, pagar uma dívida existente e “transformá-la” numa nova, existindo muitas razões pelas quais os empreendedores o fazem: obter taxas de juro mais baixas, encurtar prazos de pagamento, passar de uma taxa fixa para variável (ou vice-versa) ou consolidar dívida.

Contudo, essas ações têm vantagens e desvantagens, sendo necessária uma avaliação cuidada às taxas atuais e ter “olho de lince” para saber determinar quando é a melhor altura para refinanciar o crédito. 

 

Obter uma taxa de juro mais reduzida

Uma das razões mais comuns para empreendedores refinanciarem crédito é a diminuição da taxa de juro praticada no empréstimo. Normalmente, caso consigam baixar significativamente a taxa de juro (pelo menos 2%), compensa o dinheiro que acabam por pagar. No entanto, nalguns casos 1% pode ser suficiente para tornar o refinanciamento um incentivo à startup.

Do mesmo modo, não se esqueça que reduzir a taxa de juro não vai apenas ajudar a jovem empresa a poupar capital, pois vai diminuir a prestação mensal paga atualmente.

 

Encurtar o prazo de pagamento

Quando as taxas de juro baixam, os empreendedores mais atentos podem refinanciar um crédito para pequenas empresas por outro, sem mudar muito nas prestações mensais, ficam com um prazo de pagamento mais reduzido.

É, assim, importante manter-se atualizado relativamente às últimas diretivas por parte do Banco de Portugal no que toca às taxas de juro máximas que as instituições financeiras de crédito podem praticar.

 

Converter taxas de juro

As taxas de juro variáveis têm descido para valores mínimos históricos quando comparadas com as fixas, pelo que, se uma startup inicialmente pediu um crédito com uma modalidade de taxa fixa, provavelmente compensa negociar para uma taxa de juro variável.

Deste modo, se conseguir fazer a troca para uma taxa de juro variável em redução, os ajustes periódicos farão com que as tranches do crédito fiquem, consequentemente, mais baixas. É, portanto, de primordial importância saber como escolher entre uma taxa de juro fixa e variável.

 

Consolidar dívida

Um dos riscos de as startups refinanciarem créditos existentes é que podem entrar, caso não o façam responsavelmente, numa espiral recessiva de endividamento (o que aconteceu com alguns países da Zona Euro), que pode ser acrescida caso a empresa tenha outras dívidas.

Se for o caso, podem sempre considerar recorrer ao crédito consolidado, uma solução que diminui os custos com as prestações mensais (podem ser conhecidos e comparados alguns aqui). Desta forma, ao reduzir gastos, estão a aumentar a taxa de poupança, reequilibrando o orçamento da empresa e usufruindo de uma maior elasticidade financeira.

 

Em jeito de conclusão…

Refinanciar um crédito para uma empresa em estado de construção pode ser uma boa opção se de facto as prestações mensais, taxas de juro e prazos do crédito forem diminuídos. Quando utilizado responsavelmente, é uma ferramenta importante para as startups terem um maior controlo relativamente às suas as dívidas.

No entanto, antes de pensarem em refinanciar-se, devem ter em consideração a atual situação de tesouraria, sendo importante ter a noção que refinanciar um crédito deste tipo tem um custo de uma percentagem do montante solicitado, podendo demorar algum tempo até ao break even

*Artigo proveniente da Startup Compara Já